sábado, 13 de junho de 2015

Bombeiros acampam na porta da Alerj por melhores salários e condições de trabalho

Desde meados de abril de 2011, um movimento iniciado por um grupo de bombeiros militares do Rio de Janeiro para pedir melhores condições de trabalho vinha ganhando adesão cada vez maior. As manifestações frequentes em frente as escadarias da Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro), no entanto, não sensibilizavam o governador Sérgio Cabral para o diálogo. Por serem considerados militares, o direito à greve dos bombeiros do Rio de Janeiro era posto em causa.

A categoria reclama de receber a pior remuneração do país em comparação com a mesma instituição em outros estados e exige uma correção salarial de R$ 950,00 para R$ 2.000,00. No “Manifesto da Dignidade“, publicado a 14 de abril no blog SOS Guarda Vidas, apontava quatro reivindicações:

1º - pela redução do número de parcelas do aumento proposto pelo governo: de 48 parcelas para 12!

2º- pela equiparação da gratificação dos guarda vidas ao Bope [Batalhão de Operações Especias] e Core (Coordenadoria de Recursos Especiais)

3º Auxílio transporte.

4º - por melhores condições de trabalho! Não temos materiais apropriados para proteção individual; postos de salvamento adequados; (…) viaturas para ativação e desativação do serviço. Os Guarda Vidas do interior estão sem infraestrutura básica, sem um lugar apropriado para trabalhar, fazer suas necessidades e se alimentar. A escala (12h por 36h) é extremamente nociva à saúde, pois não possibilita, em hipótese alguma, a recuperação plena (física e emocional) desses profissionais. A exposição prolongada à radiação solar tem causado diversos problemas dermatológicos, inclusive câncer de pele. Além disso, temos lesões ortopédicas, oftálmicas e auditivas.!


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